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Escola Cabeça de Velho, Chimoio, Manica, Mozambique

10.500,00MZN

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Tour type: Daily Tour
Duration: 2
Maximum number of people: Unlimited
Location: Manica, Chimoio
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Overview

A “Cabeça de Velho”, uma rocha considerada misteriosa por se parecer com a cabeça humana, de um idoso careca, barbudo, deitado de costas e a chorar, é pela primeira motivo de uma pomposa homenagem, através de um festival turístico-cultural que, daqui em diante, passa a ser anualmente celebrado, pondo fim a uma fama que apenas se resumia em conversas a nível formal e informal, sem que nada de relevo fosse feito para enaltecer o cartão-de-visita de cidade de Chimoio.

No sábado e domingo, o governo de Manica decidiu tirar a “cabeça do velho” da fama sem proveito. Juntou milhares de pessoas, no sopé do Monte Bengo, o nome original daquela serra, para dar parto àquilo que virá uma das maiores atracções turístico-culturais da província.

Local com diversas interpretações, desde socioculturais ate a místicas, biológicas, históricas, antropológicas e tradicionais, sendo por isso usado pelos residentes locais para vários fins, desde orações religiosas ate a preces e cerimónias tradicionais para evocar os espíritos e pedi-los para que operem milagres nos vivos.

Não é por acaso que o Primeiro Festival a exaltar a imponência e a importância tursitico-cultural da cabeça do velho”, teve como lema “Paraíso Místico por Explorar”. Na verdade, a Cabeça de Velho é um lugar místico, misterioso e enigmático, onde muita coisa provoca perguntas que muitas vezes não tem respostas a contento.

Segundo Fredson Bacar, director provincial de Turismo de Manica, que está a frente da iniciativa e que lidera o Gabinete Executivo para a homenagem a um dos montes mais divulgados da província, o festival constitui uma oportunidade não só para revitalizar a notoriedade da serra, mas também consolidar os valores sócio-culturais e antropológicos que encerra, sendo por isso uma maneira prática para preservar o património cultural, impulsionar o turismo doméstico e respeitar e valorizar as tradições seculares.

A primeira edição do festival turístico-cultural “Cabeça de Velho” pretendeu também constituir uma oportunidade para fornecer serviços turísticos e promover parcerias, com vista a tornar a província de Manica num destino de referência nacional e regional, além de explorar as inteligências ocultas do “velho homem” deitado eternamente no bairro Nhamahonha.

Entre mistérios e descobertas, um longo caminho de terra-batida descreve inúmeras curvas forçadas por pequenas colinas até ao sopé do Monte Bengo, onde o Governo local dispôs um palco e aparelhagem industrial para dar oportunidade aos artistas locais e provenientes de vários pontos do país, para espalhar o seu talento e expressões culturais, desde cantos e danças espirituais aos mais modernos agrupamentos musicais.

Preservar mistérios

Entretanto, o evento ocorre numa altura em que a serra está a saque de gente que procura pedras para construção civil, que a dinamitam com fogo e outras técnicas para fragmentar o calhau. As queimadas descontroladas, motivadas pela caça de ratos nas encostas, e que tem dizimado milhares de pequenas espécies, e outro desafio que o velho “bengo” se vai confrontando perante a condenação veemente do Governo.

Fredosn Bacar diz ser aposta do Governo, declarar a Cabeça de Velho como um parque ecológico, exactamente para reconhecer e preservar o potencial ambiental e o habitat de várias pequenas espécies que habitam a serra e que neste momento enfrentam o perigo de extinção devido a caça e as queimadas descontroladas.

Para alem disso, o lugar encerra mistérios vários, os quais o tornam invulgar e reforçam a sua importância sócio-cultural, destacando-se os lençóis brancos, que até há três anos apareciam lavados e estendidos todas as manhãs sem que se saiba quem os pôs lá, os bodes de colar vermelho sem dono conhecido, que desfilavam indiferentes nos bairros densamente habitados nos arredores do monte, e ainda as “lágrimas” que escorrem em todos os períodos do ano da zona dos olhos do “Velho”, provenientes de uma minúscula nascente no topo da rocha.

Na mesma zona, reproduzem-se colónias de velozes lagartixas de cauda azul e vermelha, que habitam a rocha em grandes quantidades junto de enormes macacos, aves e serpentes. No “queixo” da face do velho, ergue-se uma “barba” abundante, que recorda alguns religiosos, formada por frondosas árvores que hospedam um cemitério tradicional, onde foi enterrado o líder que ostenta o nome da rocha, e onde decorrem frequentemente as festas e cerimónias religiosas, contracenando com o deserto provocado pelas queimadas descontroladas.

“Devemos salvaguardar e fazer a gestão dos recursos naturais e culturais de forma a criar produtos turísticos competitivos, mas garantindo que os mesmos não sofram alterações e nem percam o seu valor em resultado da sua utilização desenfreada”, afirmou a governadora de Manica, Ana Comoana, que enquadra a preservação da serra como um veículo de consulta para as gerações vindouras.

Para a governante, a simbiose da natureza com o turismo e a cultura “é um dos mecanismos de conservação e protecção” dos recursos naturais, especialmente os ecossistemas e a biodiversidade dai que apelou aos Governos locais e a sociedade civil no sentido de pratiquem o uso sustentável da terra.

Destacou o contributo do sector do Turismo para a economia da província e do país em geral, tendo salientado as potencialidades turísticas e culturais que a província dispõe, com impacto bastante relevante na matriz desenvolvimento local, sendo uma actividade que combina, de forma dinâmica, factores endógenos e exógenos que, correctamente aproveitados, podem proporcionar benefícios sociais económicos, ambientais e culturais

A semelhança do que pode acontecer com a “Cabeça do Velho”, em Manica está em exploração uma área de conservação, na Reserva Nacional de Chimanimani, localizada em Rotanda, no distrito de Sussundenga, onde foram construídos três “lodges” comunitários, para dar oportunidade de emprego a população, preservando a flora e desencorajando a destruição da área.

Falando durante a cerimónia de lançamento do festival, o director provincial do Turismo de Manica, Fredson Bacar, disse que o festival cuja organização custou o equivalente a seis milhões de meticais, teve como objectivos, entre outros, sensibilizar os vários actores do turismo sobre a necessidade do uso dos recursos naturais e culturais, como pressuposto para a preservação da própria natureza.

Explicou que a atracção de mais investimentos para a província é outra meta entre os objectivos do evento sabendo que o turismo, segundo Bacar, reveste-se de importância estratégica na geração de receita, podendo assim contribuir grandemente para robustecer a economia da província.

O Festival turístico-cultural “Cabeça do Velho”, é o primeiro de género de iniciativa local e desta dimensão, a ser realizado na província de Manica, o qual surge em reconhecimento da importância e do papel histórico-cultural que representa o monte Bengo, que se tornou famoso pelo facto de o seu cume parecer com a face de um idoso deitado de costas, com a face virada ao céu.

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